Archive by Author | nebulario

Long Time Coming

One day I was out milking the cows. Mr. Dave come down into the field, and he had a paper in his hand. ‘Listen to me, Tom,’ he said, ‘listen to what I reads you.’ And he read from a paper all about how I was free. You can’t tell how I felt. ‘You’re jokin’ me.’ I says. ‘No, I ain’t,’ says he. ‘You’re free.’ ‘No,’ says I, ‘it’s a joke.’ ‘No,’ says he, ‘it’s a law that I got to read this paper to you. Now listen while I read it again.’

But still I wouldn’t believe him. ‘Just go up to the house,’ says he, ‘and ask Mrs. Robinson. She’ll tell you.’ So I went. ‘It’s a joke,’ I says to her. ‘Did you ever know your master to tell you a lie?’ she says. ‘No,’ says I, ‘I ain’t.’ ‘Well,’ she says, ‘the war’s over and you’re free.’

By that time I thought maybe she was telling me what was right. ‘Miss Robinson,’ says I, ‘can I go over to see the Smiths?’ — they was a colored family that lived nearby. ‘Don’t you understand,’ says she, ‘you’re free. You don’t have to ask me what you can do. Run along, child.’

And so I went. And do you know why I was a-going? I wanted to find out if they was free too. I just couldn’t take it all in. I couldn’t believe we was all free alike.

Was I happy? Law, miss. You can take anything. No matter how good you treat it — it wants to be free. You can treat it good and feed it good and give it everything it seems to want — but if you open the cage — it’s happy.

– Former slave Tom Robinson, 88, of Hot Springs, Ark., interviewed by the Federal Writers’ Project for the Slave Narrative Collection of 1936-38

via Long Time Coming.

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F. Scott Hess | EMPTY KINGDOM You are Here, We are Everywhere

F. Scott Hess is an oil painter originally hailing from Baltimore, Maryland, but is currently based out of Los Angeles, California. Hess has exhibited his work internationally from Austria, France, Germany, and all throughout the United States. Clearly, Hess’ work truly speaks for itself, as he explores themes that “magnify and reveal human frailties” depicted through intriguing narrative scenes.

 

F. Scott Hess | EMPTY KINGDOM You are Here, We are Everywhere

 

F. Scott Hess | EMPTY KINGDOM You are Here, We are Everywhere

 

F. Scott Hess | EMPTY KINGDOM You are Here, We are Everywhere

via F. Scott Hess | EMPTY KINGDOM You are Here, We are Everywhere.

Leonor Fini at Weinstein Gallery

Berenice“, Leonor Fini

Oil on paper on canvas 18 5/8 x 15 1/2 inches  1992

Leonor Fini na Weinstein Gallery.

Snake handling – Wikipedia, the free encyclopedia

Snake handling or serpent handling is a religious ritual in a small number of Pentecostal churches in the U.S., usually characterized as rural and part of the Holiness movement. The practice began in the early 20th century in Appalachia, spreading to mostly coal mining towns. The practice plays only a small part of the church service of churches that practice snake handling. Practitioners believe serpent handling dates to antiquity and quote the Book of Mark and the Book of Luke to support the practice:

And these signs shall follow them that believe: In my name shall they cast out devils; they shall speak with new tongues. They shall take up serpents; and if they drink any deadly thing, it shall not hurt them; they shall lay hands on the sick, and they shall recover. Mark 16:17-18″

Behold, I give unto you power to tread on serpents and scorpions, and over all the power of the enemy: and nothing shall by any means hurt you. Luke 10:19

 

Snake handling - Wikipedia, the free encyclopedia

Artigo: Snake handling – Wikipedia, the free encyclopedia.

Os erros de Einstein | questões da ciência | Blogs [revista piauí] pra quem tem um clique a mais

Físicos profissionais e jornalistas de ciência são procurados com espantosa regularidade por indivíduos que afirmam ter descoberto furos na teoria da relatividade ou na mecânica quântica e que juram de pés juntos serem capazes de desmascarar as fraudes de Einstein e outros ícones da ciência.

São em geral físicos amadores – homens na maioria dos casos – que não têm vínculo com qualquer universidade ou centro de pesquisa. Ao abordar cientistas e jornalistas, eles buscam um atalho para apresentar as ideias que eles não encontram espaço para divulgar nos fóruns comumente usados pelos pesquisadores para apresentar suas ideias – as revistas e congressos científicos.

Um exemplo típico dessa fauna é o autor do cartaz retratado na foto abaixo. Por ocasião de um simpósio internacional no Rio de Janeiro, ele confeccionou um cartaz e passou o dia ao lado dele na frente do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), onde o evento era realizado.

“Preciso de ajuda e estou sendo discriminado”, dizia a introdução do cartaz, endereçado aos cientistas do CBPF e ao ministro da Ciência. “Fiz uma importante descoberta científica e tecnológica, e não me deixam mostrá-la. Ninguém acredita em mim. Descobri a maior fraude científica da história do conhecimento moderno. Preciso ser ouvido, avaliado e ajudado por estudiosos. Toda fraude um dia vem à tona e a de Einstein chegou ao fim.”

O texto seguia com mais detalhes dos “erros primários” de Einstein, numa caligrafia cada vez menor à medida que diminuía o espaço disponível no cartaz. O autor elencou as promissoras perspectivas de aplicação do seu achado na exploração espacial e concluiu com um apelo dramático: “Inteligências do Rio, onde estão vocês? Preciso de ajuda”.

CONTINUA.

Poderosa chefona

Revista Trip - Poderosa chefona

Começo dos anos 80, Homo sapiens bombando na Marquês de Itu. Todo mundo ia à boate gay, de socialite a traveco. Rua lotada com o povo no esquenta nos bares em frente, para um Miúra branco e desce um travesti enorme de vestido curto, bolerinho de pele animal e um tchaco embaixo do braço. “Ela só tinha ido ver se estava tudo certo”, lembra a drag Marcelona, na época apenas Marcelo Ferrari, um adolescente de 16 anos. Quem desembarcava do esportivo importado era Andréia de Maio, a última cafetina, digamos, romântica da rua Amaral Gurgel, epicentro da prostituição de travestis em São Paulo há décadas. Andréia cobrava das meninas, era temida por traficantes, michês e trombadinhas e respeitada pela polícia. Sob seu comando, a região tinha ordem. E, apesar da fama de má e do tchaco, a xerife tinha instinto maternal pelos travestis mais novos. Não faltava playboy folgado tomando sopapos por sua ordem, e ela ia direto à delegacia resgatar protegidas.

“O travesti está sempre vestido de palhaço, é Carnaval o ano inteiro. Acaba sendo duplamente falso: altera seu corpo e identidade e transmite uma alegria impossível. Quem é feliz deitando com cinco homens por noite, apanhando da polícia e de boy e sendo rejeitado por toda a sociedade?” Dourar a pílula não fazia parte do estilo de Andréia. O ano agora é 1995, e Andréia fala sentada em uma banqueta alta na porta de sua boate, a Prohibidu’s, embaixo do Minhocão. Eu, então um estudante de jornalismo, não tinha a dimensão do poder daquele travesti quarentão e desleixado, que me contava histórias cavernosas do universo à nossa volta. Cabelo preso, olhar triste, voz firme, barba malfeita, o pequinês Al Capone sempre por ali e uma calça de moletom sob medida para acomodar suas coxas e bunda enormes, deformadas por mais de 10 l de silicone industrial – “um Fusca em cada perna”, dizia. Essa era a Andréia em seus últimos anos. “Ela cansou de se montar. Só muito de bom humor soltava o cabelo ou passava um batonzinho”, lembra a corpulenta Kaká di Poli, drag das antigas e amigona do peito de Andréia.

viCONTINUA.